Na vida acontece inúmeras vezes de nos depararmos diante de uma inebriante obra de arte. Sem levar em consideração a linguagem dessa obra, o que realmente conta é o sentimento despertado dentro de nós. Somente graças ao autor que é possível tal feito, de conseguir gerar a sensação de que daqui pra frente será tudo diferente. Pois, quantas vezes você já fez votos no fim do ano? Ou, então, já ouviu alguém falar que iria fazer? O que acontece é que por muitas vezes sentimos a necessidade de mudança, e nada melhor do que uma data simbólica, de tanta importância para se realizar os pedidos, ou então, da já citada obra de arte.
O que chama a atenção é que tanto os votos quanto a mudança de pensamento se tornam um marco, um ponto zero, onde afirmamos para nós mesmo que a partir daquele momento as coisas serão diferentes.
Esse marco zero pode ser um filme, uma música, uma peça, um quadro, enfim, qualquer obra de qualquer linguagem artística. E nossas vidas estão recheadas desses marcos. Lembro-me bem das revoluções nas minhas idéias; o filme que mudou minha visão sobre cinema; a música que me fez querer aprender sobre a semiótica musical; o livro que revolucionou minha visão de mundo.
O grande problema, agora, é eu lembrar do que exatamente eu gostaria de falar quando comecei a escrever esse texto. Talvez fosse da sensibilidade do artista, ou da necessidade de mudança, ou da massificação dos sentimentos, ou de uma leve nostalgia que se abateu sobre mim.
domingo, 16 de março de 2008
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Um comentário:
Belo momento de nostalgia!
Engraçado... nunca tinha pensando em obras de arte como marco pontual de transformação... Fiquei curiosa pra saber o filme, a música e o livro que iniciaram a revolução das suas idéias!
Lendo seu texto, lembrei do "Encontro Marcado", do Fernando Sabino.
"Somente graças ao autor que é possível tal feito, de conseguir gerar a sensação de que daqui pra frente será tudo diferente." Muito interessante isso!!!
Beijo!
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